quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Oficina de culinária infantojuvenil - AULAS PARTICULARES




Recebo muitos e-mails de pais interessados em inscrever seus filhos em oficinas de culinária, crianças e adolescentes que demonstram interesse em ajudar nos preparos, arriscam alguns pratos em casa e gostariam de aprender e ter um pouco mais de autonomia na cozinha.

Idades diferenciadas, assim como, datas e horários que nem sempre combinam acabam fazendo com que eu, há algum (bom) tempo, vá adiando e adiando a realização das oficinas. E como a didática aplicada para uma criança de 7 anos não é a mesma que para um pré-adolescente de 12 anos, por exemplo, não abro turmas com idade livre, sempre tentei reunir a faixa etária com dois ou até três anos de diferença no máximo entre os alunos para um melhor aproveitamento.

Agora com alguns horários disponíveis e um restaurante com uma cozinha equipada e própria á disposição, estou abrindo o módulo aulas particulares de culinária. As aulas acontecem em uma pequena cozinha profissional do restaurante Noz Cozinha Vegetariana, que só funciona para o almoço. Portanto, de segunda a sexta, após as 17h a cozinha é toda nossa!

As aulas particulares podem ser individuais ou em duplas, com a periodicidade de uma ou duas vezes por semana. Cada encontro tem um tema, realizamos uma receita que depois será degustada e pode ir junto para casa (receituário e o resultado final). 

Acho que é uma forma de atender, com a devida atenção, este futuros cozinheiros de casa ou (quem sabe) de profissão. Mais informações e agendamento de horários comigo no e-mail: 
gastronomiainfantil@yahoo.com.br

Abraço,
Michelle Leão










sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

História da arte através do desenho - em Porto Alegre - para o público infantojuvenil

Recebi a divulgação e fiquei muito animada para inscrever a minha filha no curso. A ideia é maravilhosa, não tinha visto ainda uma atividade de artes visuais, voltada para o público infantojuvenil, como esta em Porto Alegre.
Enquanto não acontece a Oficina Cozinhando Histórias sigo recebendo emails de pais curiosos e interessados, mas ainda não tenho previsões para uma nova turma de gastronomia infantil. 
Enquanto isso, aproveito esta plataforma para repassar a informação. Tem uma turma entre 8 a 11 anos e outra entre 12 e 15 anos. 
Se você se interessou segue abaixo todas as informações. Se puder repasse e compartilhe com sua rede de outros pais.
Aquele abraço,
Feliz 2015!
Michelle Leão


segunda-feira, 9 de junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

Sobre a grande aventura de ser mãe e pai

Há tempos que leio e releio este texto da Eliane Brum sempre que preciso. Preciso primeiramente porque sou mãe. Mas também preciso porque muitas questões pessoais geram dúvidas e vazios que demandam respostas e soluções, que nem sempre encontro. Este texto me acalma, esclarece e sempre traz novas perspectivas e novos pensamentos a cerca da longa caminhada que é esta vida e a grande (e deliciosa) aventura de ser mãe. Queria registrar este texto aqui no blog para que fique como um ponto de encontro para perguntas que nem sempre tem respostas.

Meu filho você não merece nada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade. 

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

domingo, 24 de fevereiro de 2013

em Novo Hamburgo

E a oficina deste último sábado,
lá no espaço de cursos da revista Sabores do Sul,
estava uma delícia, olha só:





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


yu hu hul
Tô chegando Novo Hamburgo!!!
amanhã, oficina com a criançada confirmada, 
Cozinhando Histórias lá na Sabores do Sul!!!




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

E em janeiro ocorreu a Oficina Cozinhando Histórias, realizada em parceria com a Paula Magnus Priya, no Sítio Arupa. Foi lindo demais, um dia de sol no sítio, com a criançada e os responsáveis, parcerias incríveis da equipe do Arupa, Deva Marcus e Gabriel Rossi. Segue o link, "sem palavras" que a Paula Magnus Priya postou em seu blog, com as imagens da oficina, e também outras fotinhos todas clicadas pela Cinthya Verri!

Valeu!!!



outros cliques:
























um dia feliz!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Oficina confirmada!!!



Felizzzzzz!!!

Então nesta próxima quinta, as 10:30h estaremos lá no sítio ARUPA, em Viamão, para esta deliciosa oficina sobre alimentos orgânicos!!!  Vai ser demais!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Conectando 3...2...Foi!

"eu voltei...voltei para ficar...porque aqui, aqui é o meu lugar..."
em 2013 muitos planos, dentre eles a retomada do cozinhando histórias. Foram alguns anos dedicada exclusivamente á outros projetos, que me formataram profissionalmente, me fazendo descobrir que eu realmente sou uma professora. Até agora não entendi porque deixei o cozinhando histórias dormir por tanto tempo, foi relendo os posts e atualizando informações deste blog que me dou conta do quanto foi prazeroso cada dia de oficina realizado, toda motivação para elaborar os cursos e o contato com a criançada. Até hoje recebo emails mensalmente de pessoas de todo o Brasil querendo desenvolver oficinas como esta com seus alunos em escolas ou em seus projetos de finalização de curso.

Antes de março estará saindo uma oficina quentinha do forno...há muito tempo queria levar a criançada para um contato mais próximo com a natureza, para que visualizem as folhas colhidas na hora antes do preparo...eis que em 2012 tive o grande prazer de conhecer a Paula Magnus Priya, do Sítio Arupa (que fica há 20 minutos de Porto Alegre, em Viamão) que desenvolve um lindo trabalho, que eu chamaria de cozinha de autora, no seu Antirrestaurante DAQUI. Para além disso, só trabalha com alimentos orgânicos, valorizando os pequenos produtores de Porto Alegre e arredores. Estamos formatando a oficina e em breve lanço a divulgação deste dia no sítio que será comigo e com a Paula.

Até logo!
eu volto, prometo...

Michelle Leão





terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pastaaaaa


Queridos alunos do curso COZINHEIRINHOS no IGA
colocando a mão na massa!
Nesta aula durante as férias escolares
estiveram Fabi, Clara e Giovani
;)
Resultado:
Talharim aos 4 queijos ao perfume de manjericão! plim!









quinta-feira, 5 de maio de 2011

dica dica dica

DIVERSÃO GARANTIDA:

Temporada do Espetáculo de música infantil  Pitocando

Neste mês de maio, a trupe do Pitocando tem o prazer de convidar a criançada e suas famílias para assistirem ao espetáculo e participarem com a gente do aniversário de 1 ano do CD Pitocando, com o repertório todinho do show. E neste primeiro final de semana teremos uma promoção especial para as mães! 50% de desconto!!! Pitocando, um espetáculo de música feito com carinho, especialmente para o pequenos de 0 a 8 anos. Estaremos esperando todos vocês! Venham cantar, brincar e se sacudir com a gente!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Curso cozinheirinhos: Iniciaremos nesta sexta dia 15 de abril!!! Vem!!!

IGA - PORTO ALEGRE
Rua dos Andradas 1170
(51) 3072 5971 - 4971
Email: portoalegre@igabrasil.com